Bate-papo com...
Gil, da Banda Beijo
Mário Leite
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Palavra de vocalista: "Vou fazer uma surpresa
para o Brasil e para o mundo" |
A turma da Banda Beijo é o máximo em simpatia. E a
vocalista não fica atrás. Debochada, Gil ri o tempo todo e se diz feliz
por estar sempre levando o seu bom astral para todos os cantos do Brasil.
E do mundo. De visual novo, ela quer arrasar no Carnaval da Bahia e
promete fazer uma surpresa para o público.
RAÇA
BRASIL
– Além da Banda
Beijo, quais outros blocos poderão desfrutar o suingue e a ginga de sua
voz?
GIL
– Neste Carnaval,
vou puxar mais dois blocos. O Pique, no Campo Grande, e o Acadêmica, no
circuito Barra-Ondina. Depois, junto a minha banda com a de Netinho e
saímos juntos, de novo, no Campo Grande.
RAÇA
– Nessa hora se
canta tudo. Antigos, novos sucessos e o que a massa pedir...
GIL –
Sim. Mas o Nordeste todo está amando a música Bate
Lata. Ela fala do menino tocador... Quando me apresento em shows, levo
comigo o grupo Lactomia. São meninos de 8 a 13 anos que tocam uma lata
arretada!
RAÇA –
E como vai ser o Carnaval da Bahia neste 2001?
GIL
– Melhor do que o
passado. A cidade está maravilhosa. Nossa Bahia é rica, é afro, é o trio
elétrico. Este ano vou fazer uma surpresa para o Brasil e para o mundo
saberem o que é o Carnaval em Salvador.
RAÇA
– De quem foi a
idéia da mudança no visual?
GIL
– Consultei várias
pessoas quando decidi que iria mudar o visual. Mas o meu estilista,
Miguel, foi quem deu essa idéia. A pintura aliada à trança estilo
rastafári é demais. Antes usava aquelas calças largonas com top, agora uso
espartilho com calça mais colada... Eu tô amando.
RAÇA
– E de quem você
herdou toda essa energia... Esse ritmo?
GIL –
Meu bisavô, quando era vivo, se vestia todo de
branco e saia para cantar samba. Só ele. Não existe mais ninguém. Minha
mãe vai pra igreja e fica batendo palma fora do tempo. Eu acho que herdei
o ritmo do meu bisavô. |