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o
E-gloo foi lá conferir o show e saber um pouco sobre a carreira da cantora.

 

Enquanto aguardava a hora do show, Gil, muito descontraída, nos recebeu em seu camarim. A cantora revelou parte das dificuldades encontradas na carreira, e deixou claro, que encara tudo como um processo natural caminhando para questões mais importantes. "Acho que estou mais madura. A tendência é essa", disse a baiana, quando pedimos que fizesse uma auto-avaliação do amadurecimento profissional. A cantora começou sua carreira aos 15 anos tocando em bares e, pouco tempo depois, assumiu os vocais da banda Beijo. "Eu vi que dei grandes passos, me sinto cada vez mais madura. A vida é assim. A gente vai usando a experiência, daí vem outro disco e outro ... E a gente vai amadurecendo", definiu.

Ao que tudo indica, o caminho das pedras foi árduo. Já desde nova, Gil era proibida de sair, porque seus pais temiam o envolvimento da artista com as drogas. Ela reconhece que corre esse risco em qualquer lugar e mostra seu lado 'mente aberta'. "Em qualquer lugar é desse jeito mas, acontece muito no meio artístico. Eu não penso desse jeito, como alguns artistas. Me dou bem com várias pessoas que usam. Mas eu, tô fora.", assumiu deixando claramente de que lado está.

Convidada por Netinho para substituir seu posto junto a Banda Beijo, Gil se sentiu privilegiada. O cantor inclusive, é um dos maiores ídolos da baiana apimentada, além de um excelente conselheiro profissional. "Ele é uma graça de pessoa. Uma coisa que ele me ensina muito é o amadurecimento empresarial. Além de um ótimo artista ele é um grande empresário. A gente sempre fala sobre música. Netinho tem um ouvido maravilhoso pra isso. Ele bate o ouvido e fala 'Puxa! Essa daí vai ser um sucesso'. E a respeito do palco também , ele me dá muitos toques. Ele é demais.", elogiou. Como Netinho, Gil tem muito fôlego para cantar. Sua apresentações têm em média, duas horas de duração. Mas a baiana afirma que o show pode se prolongar enquanto a platéia corresponder a altura. E revela a fonte de tanta animação. " É a alegria de tocar. Quando se ama é massa, a gente consegue. É muito mágico. Também tem a malhação que a gente tem que fazer. Minha alimentação tem sempre muitas frutas e sucos. Tomar muita água é importante pra manter o pique no palco e a esteira que não pode faltar. Faço 40 minutos todos os dias.", salientou.

Mas, nem só de um corpo invejável e muito talento vive um artista. Gil reconhece que o respeito e carinho com os fãs é chave fundamental para a fórmula da fama. "Me dou muito bem com meus fãs e às vezes puxo a orelha deles. Tenho vários fãs-clubes e eles de vez em quando se entregam: 'Olha Gil. Aquele ali matou aula só pra te ver'. Aí eu faço uma reclamação... As pessoas me pedem autógrafo até nos engarrafamentos e eu sempre recebo com carinho. Uma coisa que nunca pode faltar na minha bolsa e no meu carro são minhas fotos, que eu adoro dar pra todo mundo. Acho que é tipo um presentinho...", delcarou. Deve ser difícil para os fãs, ganhar uma foto com o visual mais recente da cantora, tendo em vista, que a baiana possui uma queda por estilos diferentes. Mas isso não significa que Gil não tenha um favorito. "Eu gostei de todos, curti todos eles. Mas esse pra mim, é que eu mais gosto. Estou mais eu", disse.

Já preparando o segundo trabalho solo, Gil revela as novidades do novo cd. "O disco está massa. Eu mais uma vez vou trazer meu disco bastante eclético que é uma coisa que eu gosto muito e que nunca vou deixar... Pra mim o artista tem que cantar forró, reggae, não importa. Eu vou procurar misturar os sons que eu acho que é o grande lance no mundo inteiro.", entusiasmou-se. E as surpresas não ficam só no novo trabalho. Seu bloco oficial do carnaval baiano também promete inovações. "Eu vou puxar 3 dias do bloco Beijo. E também vou botar pra quebrar mais uma vez no "Alô Inter". A gente já tem um tema no carnaval. Eu vou fazer mais uma homenagem, porque eu adoro me fantasiar no carnaval. Vai ter muita novidade que os foliões só vão conferir ao vivo.", surpreendeu.

O show contou com um acústico da música "Quem de Nós Dois" (Ana Carolina), além das consagradas "Peraê" e "Maionese" dentre outros sucessos. Depois da apresentação, Gil falou sobre a platéia caratinguense. "Caratinga é o máximo amei fazer um show aqui." E ainda comparou o swing local com o axé da Bahia. "Mineiro é jinga igual ao baiano. As pessoas são muito animadas. Sempre falei que o brasileiro tem um tempero gostoso. No mundo inteiro são os brasileiros que botam pra quebrar!", concluiu. Agora só resta aguardar pelas surpresas prometidas no carnaval de Salvador em 2003.

Clique aqui para ouvir uma mensagem exclusiva da
Gil aos internautas do E-gloo
 

http://www.e-gloo.com.br/entrevistas/entrevista_gil.html

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                                                                                    Última atualização: 20/04/2004 22:24